Editor estadual: Carlos Costa (carlos_bezerra47@hotmail.com)

"MOVIMENTOS SOCIAIS AO LONGO DA HISTÓRIA"






Diversos movimentos sociais legítimos, por questões ideológicas de poder, foram criminalizados e combatidos ferozmente pelo marechal Luiz Alves de Lima e Silva, agente do aparelho repressor do Estado e transformados em meros movimentos subversivos contrários  às decisões tomadas pelo Governo Central do Império.


Dentre os legítimos movimentos populares, transformados em movimentos revolucionários ao Poder do Império, foram sufocados dentre outros os da “Sabinada”, “Balaiada”, “Cabanagem”, “Guerra dos Farrapos” ou “Revolução Farroupilha”, cada um deles em nome de uma causa ou por um motivo específico.



Eis que agora, em interessante trabalho de pesquisa histórica, o professor, historiador, poeta, cronista e colunista de jornais em Uruana, em Goiás, Dhiogo José Caetano, volta a escrever sobre o mesmo assunto, in “Movimentos Sociais ao longo da História – literatura, história e os movimentos na República Brasileira,” e conclui que  “quando analisamos o processo histórico do Brasil, notamos os graves problemas com relação à própria estruturação do país, que é marcado por momentos de dor, tortura, exílio, medo e mortes. Na identidade nacional podemos encontrar o ranço negativo que contribuiu para a formação e estruturação do Brasil de hoje.”


Como afirmei na crônica MOVIMENTOS SOCIAIS REPRIMIDOS, o professor Dhiogo José Caetano, também assegura que “os graves problemas (estruturais ) existentes resultaram em inúmeros movimentos sociais (pela falência dos aparelhos de Estado), movimentos guiados por teóricos oriundos do marxismo, sejam eles vinculados ao espaço urbano ou rural. Tais movimentos, quando se referem ao espaço urbano possuíam um leque amplo de temáticas como, por exemplo, as lutas por creches, por escolas públicas, por moradia, transporte, saúde, saneamento básico etc. Quanto ao espaço rural, a diversidade de temáticas expressou-se nos movimentos de bóias-frias (das regiões cafeeiras, citricultoras e canavieiras, principalmente), de posseiros, sem-terra, arrendatários e pequenos proprietários (...) 


Vai mais além e diz que “cada um dos movimentos possuía uma reivindicação específica, no entanto, “todos” expressavam as contradições econômicas e sociais presentes na sociedade brasileira (...) No século XXI nos deparamos com alguns movimentos que ainda mantém uma influência importante nos meios sociais como: Movimento Estudantil, Movimento Feminista, Movimento Hippie, Fórum Social Mundial – FSM, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST”.


Decidi abordar esse assunto mais uma vez, quando vi, pela televisão, integrantes de movimento social que defendia moradias populares em Taboão da Serra (SP), tentaram invadir o plenário da Câmara, chutaram, arrancaram e arremessaram encostos de cadeiras, chutaram as grades e arremessaram objetos contra os parlamentares, ao perceberam que o projeto de moradia popular não seria votado pelos vereadores.


Pergunto-me mais uma vez: se eram os integrantes dos movimentos sociais que promoviam mesmo essas agressões ou eram baderneiros envolvidos dentro dos legítimos movimentos sociais?


Recebi críticas e as aceitei porque todos os movimentos sociais ao longo da história foram transformados em movimentos desestabilizadores dos governos constituídos e reprimidos violentamente pelo Aparelho de Estado, a PM. 


Concordando com o trabalho de pesquisa do professor Dhiogo Caetano e mesmo criticado e aceitando às críticas de leitores sobre esse polêmico e complexo assunto dos movimentos populares, volto a me perguntar: será que os movimentos não teriam outras formas de protestar, reivindicar e exigir sem depredar o patrimônio público em nome de uma causa? No final, todos pagarão a conta porque os recursos sempre saem do contribuinte. O “governo”, enquanto Estado, é um mero arrecadador de tributos e impostos, não trabalha e foi uma criação histórica de todos em benefício do bem comum de todos!

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